Um canto de sereia que lhe convide a entrar.
Um canto para Iemanjá, com direito a fitinha do Sr. do Bonfim e um copo de sal grosso.
Um móbile de alguma coisa em algum lugar.
um amontoado confortavelmente velho pra ser chamado de sofá, forte o suficiente para ser cabide, porta-treco ou acomodar corpos romanticamente selvagens.
Cor e meia luz.
Fazer das fotos... o meu flashback diário.
Da cama meu altar.
Do chuveiro o meu melhor palco.
Do corredor, a melhor passarela de desfile de lingerie...
Da música meu oráculo.
Do sábado o melhor dia da semana, o que dá a sensação de que tomei banho direito porque pude lavar o cabelo, hidratar e cumprir todo o ritual de beleza feminino.
Dos domingos o dia de acordar meio dia, e permanecer algum tempo deitado em cada comodo da casa. Jogar o velho baralho. Jogar conversa fora. Jogar papéis velhos fora. Lamentar que "amanhã é segunda-feira" e fazer algo útil antes que o dia acabe.
Quero tanto o prazer de desfrutar disso com a minha paz.
O próximo passo é dar o passo a frente.