dezembro 22, 2010

tão

Tô tão só, Zézim. Tão eu-eu-comigo, porque o meu eu com a família é meio de raspão.
C.F.A.

dezembro 17, 2010

Não ser leviano com o coração dos outros.
Não aturar gente de coração leviano.
Certo, Bial.

novembro 06, 2010

Em nota

Preciso dar conta da saúde da minha alma. Olha, ta tudo bem. Um tudo bem que chegou de uma conversa tão sincera, de um abraço longo, de uma noite insana regada a Cravinho e aminésia alcóolica parcial. Mas ó, ta tudo bem mesmo. Me disseram que eu sou foda.






Sinto uma falta absurda de você. Ficou um vazio que ninguém preenche. E penso e repenso e trepenso em você aí… Tá tudo bem assim.

- Caio F. Abreu

outubro 31, 2010

Bom fim

ricardobarroz
@naramcosta Sempre foi assim bom de ser ruim!




Um fim assim largo não é nada bom no fim


Quando o fim realmente acaba não deixa

nada em mim

Sempre foi assim largo bom de ser ruim

Hoje eu não sou de nada não sei nada de mim



E se hoje por dentro se acaba, e o largo é grande

demais pra mim, eu só aceito o que é sincero

eu só acabo o que não tem fim





Ricardo Barros / 04:36 PM

Eu não te perco de vista




 

outubro 30, 2010

Fim

Foram dias doces.
Agora o Largo do Bonfim é grande demais pra mim.




Foi muito lindo tipo ver pela primeira vez e pensar, sem palavras: "eu quero".
- Caio Fernando de Abreu

outubro 25, 2010

Me orquestra, me sola

"- Tia, porque você tava chorando?
- Eu? Chorando? Não rapaz, foi impressão sua... ^^
- Tava sim. Eu vi quando a sra. chegou perto pra tirar foto. Seu nariz tava vermelho!"



A semana passada me proporcionou alguns momentos fantásticos no estágio. Essa figura da foto tem 8 anos e toca violoncelo como ninguém. Foi o único que percebeu que me emocionei com a apresentação da Orquestra Neojibá. 


outubro 23, 2010

Pouco tempo

Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes. 




Tati Bernardi, brincando de me descrever.

outubro 17, 2010

Remar

Remar. Re-amar. Amar. Porque se não houver amor, se não colocar amor no que faz, pra mim, não faz sentido. Não usa perfume, mas meu cheiro procura pelo seu cheiro. Tem uma voz macia que canta até quando não está cantando. Perdi a conta dos vários tipos de sorriso... tem um baixinho, engraçado, é o que mais gosto, que é quando conto algo. Esse sorriso tem umas três sílabas geralmente e fica entre meus comentários, ou todas as vezes que conto casos. Outro é bem largo, aberto. Tipo o meu que mostra a gengiva. E a gargalhada é inconfundível, conheço de longe, identifico nos podcasts. Digo que não, mas gosto quando me olha fixamente. Aqui dentro maquino mil e uma possibilidades sobre o motivo do olhar. Acho suas orelhas pequenas, mas são perfeitos passeios para minha língua percorrer, caminhar. 

Olha, não tenho métrica nem feeling pra escrever, não sou cult, às vezes sou careta, ciumenta, grudenta, gosto do seu sexo, dos seus valores. Só quero cuidar do meu neguinho polêmico. 



"Mas eu não quero ter vergonha de nada que eu seja capaz de sentir. Sentir não é brega. Ao contrário: não existe nada mais chique. Não importa quanto vai durar - é infinito agora."


- Caio Fernando de Abreu

setembro 21, 2010

Pra você

Foi quando você, apoiado na cadeira em frente, abriu um sorriso e me ganhou. Um sorriso calmo, distraído. Estávamos em extremos opostos, apoiei minha cabeça na janela e tentei disfarçar com alguns desvios de olhar e comentários soltos. Quem eu era ou fui, antes daquele sorriso, agora não sou mais.
Depois de muito tempo sem ninguém que provocasse o mínimo de boas sensações, arrepios, frio na barriga e borboletas no estômago, você esse menino aparece assim do nada. Eu que já lhe mirava de longas datas, que achava você e sua namoradinha de colégio um casal bonito. Eu que lembro dos seus óculos de armação vermelha e dos cabelos grandes. Eu que não sei nada de sua vida e coração. Deixei que sussurrasse a tatuagem em meu ouvido. Sua voz macia tatuou meus tímpanos, fluiu em meu corpo, esquentou minha alma.
Meu bem, você está tomando conta de mim. Não quero que acabe logo, tenho muito medo disso. Mas você é só luz e eu fico com vontade de chorar quando falo com você. A impressão que tenho é que você me limpa. Preciso ser sua pelo tempo que tiver que ser sua.
Eu não sei falar e de vez em quando arrisco escrever pra desabafar. Como quando uma ostra se fecha pra proteger sua pérola, se esquivou da minha mordida disfarça de carícia, pronta pra você.



E eu que queria ser a cadeira de recostar, acabei aqui.

agosto 29, 2010

“Eu me exponho tanto, me dôo tanto, que eu já me sinto no direito de não alimentar mais nada da minha vida pessoal. O que eu canto é muito pessoal. Eu choro, eu sangro, eu suo. Não tô preocupada com a beleza. Tô preocupada com a entrega. Então, me permito isso. Mas eu já estou mais tranqüila do que há um ano meio"

(Maria Rita Mariano)






julho 12, 2010

Existem tantas nuances em seus lábios como o leque para o teatro Nô ou  as castanholas para a dança flamenca.
(Fabrício Carpinejar)

junho 13, 2010

Fé solúvel

Vinicius; diz:

respire..
quase fundo
e diga que está bem.. é, isso,
beem
sinta algum vento no rosto.. nem que seja do ventilador
e diga sim, eu tô beem.. e sorria

naraiana, oi? diz:

ta
:*



"Me explica, que às vezes tenho medo. Deixo de ter, como agora, quando o vento cessa e o sol volta a bater nos verdes. Mesmo sem compreender, quero continuar aqui onde está constantemente amanhecendo."
(Caio Fernando de Abreu)

junho 10, 2010

Sobre os dias

Os dias estão nublados e com um ar bucólico. O barulhinho das bandeirolas verdes e amarelas quando o vento bate, tem me irritado. Sempre acho que está chovendo. Nâo tô com paciência pra comentários idiotas. Quero cortar meu cabelo e ficar com um ar moderninho. Ou na verdade, quero parecer moderninha e esconder meu lado careta. Sempre cortei o cabelo quando não conseguia cortar os vínculos e raízes com pessoas. É a maneira mais estranha de mudar que encontrei. Mudo por fora pra ver se gera alguma coisa aqui dentro. Tô me alimentando melhor durante o dia, mas voltei a tomar refrigerante e comer Mc Donalds. Sinto que ficarei gordinha e com celulites, e... pouco me importo. Tenho uma prova amanhã e não quero revisar/estudar. Sábado tenho um encontro de Empresas Juniores e nem ligo se é Dia dos Namorados. Vou escovar o cabelo, pintar as unhas de vermelho e sair a noite, afinal... eu não ligo mesmo. Porque sou solteira, feliz, de bem comigo mesma e autosuficiente. [haha, sou?]

maio 15, 2010

maio 01, 2010

Tudo passa.

- Nosso Senhor mandou Bom Dia!

- Bom diiiiiiia!

Era assim que Vevé cumprimentava os alunos ao entrar nas salas. Vevé era/é Coordenadora do São José, colégio de freira onde estudei e vivi os melhores anos de minha vida.

E continuava...
- Repitam comigo:
"Que nada me pertube, que nada me espante
Tudo passa. A paciência tudo alcança
Quem a Deus tem, nada lhe falta
Só Deus basta."

abril 25, 2010

25 de Abril

Na minha Primeira Comunhão, minha vó não pôde ir. Pela dificuldade de acesso e de locomoção ela preferiu ficar em casa. Se não me engano, foi num sábado. No domingo, acordei ansiosa, ora... Minha primeira missa comungando. Era o máximo pra mim, de família essencialmente católica e avós religiosas. Então, acordei cedo, escolhi uma blusa verde de tricô e gola, mas não me recordo da saia. E lá fui eu, toda com jeito de mocinha comportada. Que nervoso, chegou a hora de comungar: “e se eu errar a posição das mãos?” , então... Peguei a hóstia, fui sentar. Voltando para o banco, encontrei minha vó. Ela estava com os olhos cheios de lágrima, me abraçou e disse: “Senti agora a mesma emoção, a mesma felicidade de quando você nasceu”. E deve ter sentido mesmo... minha mãe sempre me conta, que ela só faltou bater nas enfermeiras pra saber como eu estava, após o parto. Desmancho toda vez que lembro disso. Aliás, me desmancho por dentro toda vez que lembro dela, da sua proteção comigo, dos ciúmes, da paciência pra escutar as histórias. Lembro do cheiro, do jeito de me chamar; “minha bruxinha”, do bolinho de chuva, dos vestidos discretos com flores...

Talvez não consiga mensurar o tamanho da perda. Não pude chorar o quanto quis, nem sofrer a dor de forma espontânea. Alguém tem que ficar forte. Se todo mundo brincar carnaval, quem toca na festa? Tive que ser forte, pra dar força à pessoa mais importante naquela história toda: minha mãe. Creio que sentimos a dor na mesma intensidade. Cresci com o exemplo vivo que deve-se cuidar dos pais até o último minuto. Apesar das brigas, das diferenças e dos pesares. Minha mãe e eu não somos nenhum modelo de mãe e filha, não somos melhores amigas, tampouco moderninhas. Nossa relação sempre foi intensa em todos os sentidos. Entre tapas (dela pra mim claro, haha) , beijos e mordidas (ela sabe do que to falando). Tenho certeza que existe um amor absoluto e incondicional entre nós. Não sou a melhor filha do mundo, posso ter sido um erro ou um acaso. Errei muito sim, e se quer saber não me arrependo. É assim que se constrói um ser humano. É errando que construímos nosso caráter. E se consciência conta algo, a minha está limpa. Minha personalidade foi construída em cima dos exemplos, dos princípios e valores que meus pais me ensinaram. Acho que foi Einstein que disse: “a mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original”. E é exatamente assim que vejo minha relação com o mundo. Tenho sede de viver, sentir tanta coisa. Há um choque de gerações entre nós. Em um trecho de O Príncipe das Marés, o personagem principal faz uma análise sobre relação de pai e filho e chega a uma conclusão: “os pais fodem com a vida dos filhos”. Entendi o que ele quis dizer... Deixou bem claro que o amor é maior que tudo e todos sim, mas que não adianta querer moldar a vida de seus filhos. Deixem que eles pensem por si só. Ninguém pediu pra nascer.

Nessa disputa de poderes o desgaste é tão grande. E o engraçado é que não existe verdade nessa história. Existem versões. Se você escutar minha mãe vai ter uma versão. Se me escutar vai ter outra. Todas estão certas? Estão. Depende do ângulo que você analisa. É como num relacionamento, deve haver um jogo de concessões. Vale a pena brigar por tal motivo? Pesar os prós e contras.

Sinceramente, tenho o maior medo de ser mãe. Esse ciclo de desentendimento sempre vai existir. Os pais não conseguem administrar a perda do poder, de dar ordens, mandar. Não diria nem perda, mas é que esse poder é enfraquecido pela autonomia das escolhas do filhote. Deve ser difícil absorver a idéia de que aquele serzinho que saiu da sua barriga terá atitudes que vão contra seus princípios.

Não existe manual pra viver, gente. Muito menos regras para alcançar a felicidade. Os vizinhos não pagam as minhas contas, minha família não paga minha faculdade, e o cara que pode vir a me dar um emprego não vai fazer uma entrevista com Nara usando biquíni, ninguém vai ver minha tatuagem. Namorar não é só uma questão de escolha, mas sim de envolvimento, sintonia e disposição. Não vou sorrir pra quem não gosto. Respeitar as oscilações de humor e/ou o mal humor de fato, não custa nada.

Hoje é aniversário de minha mãe, e ela não está falando comigo por causa da tatuagem que fiz. Não é um pedido de desculpas. É só um desabafo. Deixo bem claro, que eu a admiro muito como mulher, determinada, inteligente, tudo que se mete a fazer faz bem feito. Como pessoa, nunca vi ninguém pra ajudar tanto os outros. Quase uma Irmã Dulce, cuidou de todos os velhinhos da rua, recolhe cachorro, gato, piriquito, papagaio.

Tem um coração de ouro. Acima de tudo, como filha que foi: dedicada, carinhosa, abdicando da vida profissional pra cuidar dos pais.

E como mãe... contribuiu para o que sou hoje. Apesar dela não achar isso. Meus sonhos são do tamanho do futuro. E o que eu construir é por e para eles. Pra oferecer tudo o que abdicaram a vida toda pra me proporcionar. Clichê demais, mas para pai e mãe só se pode dizer isso: amo vocês.

abril 21, 2010

Feito pra mim, bom pra você. Deixa mudar e confundir! - I

Cheir Antonie,
Je suis vraiment desolé mais je ne peux pas partir avec toi.
Du 20 au 24 je dois travailler, j'ai 4 jour, 4 jour de congé.
Je vais à la campagne. Je voyage en train
pour les montagnes, c'est un drôle de chemin!
Je vais à la plage avec des amis. Je vais faire du sport,et apres
je vais faire du ski!"


- Feito pra mim, bom pra você. Deixa mudar e confundir!
- Deixa de lado o que se diz. Tem no mercado, é só pedir!...
- Me faz chorar... e é feito pra rir.

Rodrigo Amarante




Cheir Antoine entrou em cena. É impossível não notar sua presença. Tem um jeito natural ao lidar com a platéia, consegue transitar todo o espaço sem sair do lugar, capta as expectativas de quem o assiste. Parece observar cada rosto, cada olhar. Pelo menos é assim que Amelie o vê. Amelie é seu par na peça. Estrearam há pouco tempo, apresentam-se às terças-feiras. Dizem as más línguas que mudaram o roteiro e que a idéia inicial não era formar par romântico. Acredito que a sintonia prevaleceu e arricar foi válido. Ela o admira, mas consegue disfarçar. Ele percebe, mas finge não saber. Disputam atenção entre si. Mas é na coxia que as máscaras caem. Pierrot e Colombina deixam de ser apenas movimentos e expressões em cima de um tablado.

fevereiro 11, 2010

Contexto


Durante essa semana os picos de humor estão bastante insconstantes. A euforia vai de 0 ao infinito de uma hora pra outra. A magia do carnaval invade a cidade, bem como invade meu coração. Deve ser por isso que de repente vem um avalanche de sensações, de agonias, inquietude. Culpa da minha mãe... Quem mandou ir pra avenida com Naraiana na barriga, grávida de oito meses. Tudo apertado, aqui dentro já não me cabe. Lá estava quente. Salvador também está, o verão castiga. Mexi demais... Resultado? Fortes contrações no meio da multidão. Meu coração já sentia as batidas dessa coisa toda que a gente sente e não sabe explicar quando pisa os pés no asfalto com a maior concentração de energia e vibração positiva do mundo, sem exageros.
Hoje o dia está tão estranho. Silêncio, ruas vazias, chuva. Cadê o clima de carnaval hein? Cadê? Meu perfil do Orkut ta bombando em animação, resultado da euforia em alta quando acordei. Daí fui murchando, murchando. E olha só, estou escrevendo. Que lindo isso, quanta satisfação. Os planos eram voltar a postar após o carnaval. Na verdade acho que tudo nessa cidade só funciona de fato depois dele. Talvez eu só funcione depois dele também.
Bem, por enquanto é só. Voltei. Breve dou as caras por aqui.