agosto 09, 2009
minha holambra virou cimento.
Então eu cheguei pra mais uma visita dominical, e por um momento senti como se a alma saísse do corpo pra procurar o que a vida inteira esteve ali. Um gelo paralisante me invadiu. O jardim sumiu. O jardim que por longos anos passei as tardes de domingo com ela. Ele dividia-se em dois grandes canteiros. No direito havia uma árvore Jasmin imensa, que sombreava a varanda, algumas mudas de Sorriso, Violetas (suas prediletas), Ficus, o pé de coentro que plantei e outras que não lembro o nome mesmo. No esquerdo haviam as rosas, que eram o dengo da minha véa, e outras que também não lembro o nome.
Hoje o cimento ocupa o lugar do verde, as lembranças, a saudade, doeu tanto. Foi naquele jardim que dei os primeiros passos, que brinquei. Foi nele que a foto do primeiro dia de aula foi tirada. Foi lá que nós nos divertiamos brincando com a mangueira na hora de regar as plantas no final da tarde. Ainda consigo sentir o cheiro do jasmin que começava no meio da rua e percorria a casa inteira, um verdadeiro tapete branco pelo quintal. E foi lá que ela, serenamente partiu, sentada, adormecida. A flor mais preciosa do meu jardim.