dezembro 21, 2008

"Pode pisar, pisar, pisar...
mas quando ela levanta...
Nada enverga."

Foi o que ouvi hoje.

dezembro 01, 2008

Um dia um mestre perguntou aos seus discípulos:
- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?Os homens pensaram por alguns momentos.
- Porque perdemos a calma - disse um deles.
- Por isso gritamos.
- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao teu lado? Não é possível falar-lhe em voz baixa? Por que gritas a uma pessoa quando estás aborrecido?
Os homens deram algumas respostas, mas nenhuma delas satisfez o mestre. Finalmente ele explicou:
- Quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poder escutar-se.Quanto mais aborrecidas estejam, mais forte terão que gritar para se escutar um ao outro através desta grande distância.Em seguida perguntou:
- O que sucede quando duas pessoas se enamoram? Elas não gritam, mas se falam suavemente. Por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Quando se enamoram, acontece mais alguma coisa? Notem que quase não falam, somente sussurram, e ficam cada vez mais perto do seu amor. Finalmente, não necessitam sequer sussurrar, somente se olham e isto é tudo. Assim é quando duas pessoas que se amam estão próximas.Portanto, quando discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais. Chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.

(Clarice Lispector)

novembro 29, 2008

Sabe aquela frase...

"quem não é visto, não é lembrado" ?!


Talvez seja assim...

outubro 25, 2008

"A maior dor do vento é não ser colorido"
(mario quintana)





Aberto a interpretações múltiplas.

outubro 20, 2008

Little Dan.

Primeiro veio a saudade.
Depois a idéia.



Desculpe se estou um pouco atrasado, mas espero que ainda tempo...

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Não poderia ser um post simples. Mas também não poderia ter exagero. Sem excessos. Algo bem enxuto, mas que abranja o que sinto. Não encontrei formas. 20 de outubro. Dia do seu aniversário. Bem meu amigo... hoje não é seu dia. Todo dia é seu. Além de tudo o que todos falam em dia de aniversário, desejo que você descubra isso. Que todos os dias são seus. E que eles vêm recheado do "novo". Algo parecido com o que você me disse anteriormente.... "dê uma chance ao novo". Do lado de fora da janela tem um leque de perspectivas. Descubra-as. Permita-se.
Desejo que você prove cada gota do que possam te proporcionar. Em tudo. Sinta as dores e delícias. Das dores você já sabe. Das delícias também. Não falta nada. Ou falta... iniciativa.
Desejo que nossa amizade se renove com a mesma força com que a conquistamos. E se mantenha assim, linda. Sempre tento detectar como gosto de você. De que forma... porque é tudo tão extenso. E na maioria das vezes eu me sinto tão desproporcional pra ele. Tão pequena... tão do meu tamanho.
Desejo que essa nossa distância passe. Não é nada demais. Pelo menos eu acho... Mas ultimamente há uma distância natural entre nós. Tenho estado ausente, confesso. Sinto falta das longas conversas, dos abraços e do quanto eu me sinto segura neles.
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... de dizer que andei errado e eu entendo.
As tuas queixas tão justificáveis e a falta que eu fiz essa semana.
Coisas que pareceriam óbvias até pra uma criança.

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Desejo que a vida faça de você, sempre, mais romântico. Mais doce. Mais você.
Que as feridas dessa vida, cicatrizem.
Que o seu caráter continue estampado na farda. Índole e humildade. É o que mais me dá orgulho em você.
Às vezes, eu me sinto invadida por uma felicidade fora do sério. Não sei se o termo é felicidade. Mas é algo tão tranquilo. Acho que serenidade seria a palavra certa. Isso vem das poucas certezas que tenho na vida. Poucos, mas bons amigos. Creio que, se Deus existe, ele está nessa força.
Desejo sorrisos largos, gargalhadas que o façam chorar e doer a barriga, rodas de amigos, violão, cerveja, poesia, musica, um amor.
Desejo que os meus desejos sejam seus.
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... por onde andei enquanto você me procurava.
Será que eu sei que vocês são mesmo tudo aquilo que me faltava.
Amor eu sinto a sua falta, e a falta é a morte da esperança
como dia em que roubaram seu carro, deixou uma lembrança
que a vida é mesmo coisa muito frágil.
Uma bobagem.
Uma irrelevancia.
Diante da eternidade do amor de quem se ama.

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outubro 04, 2008

Dois pontos extremos.
Ou fico muito feliz...
Ou fico muito triste.
8/80
meio termo não me atrai.

outubro 02, 2008

Nessa linda história, diabos são anjos.

Hoje é o dia...
Eu quase posso tocar o silêncio.



Poderia ter evitado tudo isso. As palavras não ditas. Os gestos não feitos. Silêncio. Oco. Vácuo.

Poderia ter lhe lembrado que só você me preenche, só você me entende e completa o que vou falar, como quem adivinha meu pensamento.

Ou quem sabe lembrar daquela música que rasbicou na última página do meu caderno roxo, só pra que eu baixasse quando chegasse em casa, de jammil, Outdoor. "Tanta coisa por dizer... e olha quer saber quase todo dia eu penso em você, posso até tentar, mas juro não consigo te esquecer". Ou de todas aquelas que compoem nossa trilha sonora... Lembranças auditivas que só nós entendemos...

Poderia ter lembrado de quando tinhamos quinze anos, muitos medos e planos, e quase que inimigos nenhum né? Nossos olhos vivos e castanhos, e achar estranho o nosso jeito comum na cantina da escola matando aula de religião, sem nenhuma presença um ano inteiro nas aulas de Rody.







A caza vazia, só as coisas que você não quis me fazem companhia.
Eu fico a vontade com a sua ausência.
Eu já me acostumei a esquecer.



Os bilhetes e conversas num papel. Memórias e grafias soltas numa folha paltada. "Vidona". Fotos. Presentes. Uma bonequinha que fica na porta do meu quarto, lilás, porque você não esquece minha cor favorita. Aliás, não esquece nada. Também não esqueço do azul do seu quarto e do quanto ele me dá sono... aliás, foi neles que filamos algumas aulas de educação física dormindo a tarde toda lembra? Isso depois de comer Raviolli. Sempre. Isso não me acostumei a esquecer.





Tudo que vai, deixa o gosto, deixa as fotos...
Quanto tempo faz..."



Faz tempo. E nesse intervalo tanta coisa aconteceu. Não tive você, não tive seu ombro, o colo. As lágrimas que sempre compartilhamos juntas, involuntariamente, até mesmo sem motivo. TPM, saudade, problema, tudo sempre terminou em choro... até mesmo quando choravamos de rir, o que acontecia sempre.



é bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer.
é bom olhar pra frente, é bom nunca é igual



A vida tem dessas. Me afastou de você, por minucias sem grandes importancias... E hoje tenho que te proteger. Por zelo, por preocupação. Porque a sua felicidade é a minha, não importa como. Tenho as mãos atadas pela razão e um amor incontrolável me corroendo de saudade, de bem querer.



eu não vou chorar, você não vai chorar
você pode entender que eu não vou mais te ver por enquanto
sorria e saiba o que eu sei eu te amo.














A nossa "Second chance".

ps.: me perdoe se eu não pude ser o que esperava. Se não fui perfeita. Se não fui eu.

setembro 27, 2008

Tudo passa...

Digitar aqui nunca foi tão importante o quanto agora...uando o tempo um item de altíssima disputa na minha lista. A gente sempre acaba encontrando algo pra aliviar e tentar estancar as tensões. E aqui eu me encontrei. Em cada comentário algo nas entrelinhas... Cada palavra ferve e pesa tanto. Talvez não suportasse carregar sozinha o peso da pronuncia.

Era apenas mais um final de semana normal... Um sábado comum, mais uma vez no MAM (museu de arte moderna), 'assistindo' ao jazz com meia duzia de conhecidos e amigos... Até que os meus olhos encontraram o olhar mais doce daquele recinto. Já ouvi falar, que os olhos são a janela da alma... e é a mais absoluta verdade. Quem tem o poder de identificar um olhar, não precisa que eu fale mais nada... O olho fala. O corpo interpreta. Ela faz parte de todos os corações peculiares que me conquistaram, que cativaram um lugar particular aqui dentro. Ana Manuela Baqueiro. Bastaram poucos minutos de conversa, pra que eu pudesse ver que aqueles mesmos olhos que me convocaram pra um diálogo gostoso, transbordava. Daí lembrei de uma frase de um poeta inglês que diz assim... "Sê como a fonte que transborda e não como o tanque que tem a mesma quantidade de água sempre". O que saiu e brilhou sua pupila, e consequentemente a minha também, é o que não cabe mais em você minha nói. Sentimento... mas é em demasia. Tanto tamanho não é o bastante pra tamanha doçura. Ela é meu S.

Um domingo incomum. Parada Gay. E eu sabia que ele estaria lá, trabalhando. E lá vou eu com meia duzia de amigos, parada gay é diversão garantida. A unica coisa que me distraia, era a incessante procura por Daniel Abreu. Todo homenzinho fardado que passava olhava... Tava virando quase uma tarada por militares. Até que ele passou, todo lindo, fardadinho, sério, com cara de mau. Foi impulsivo, mas corri e cutuquei a barriga saliente de meu Dandan, segurou minha mão e trocou algumas palavras. Tão rápido, mas o suficiente pra ficar orgulhosa do meu amigo. Do seu amor incondicional ao que faz, do seu caráter, preocupação comigo. Repeti trocentas vezes "ôo eu vi dan..". Seu tamanho não comporta tamanha doçura. Por isso ele despeja tudo em mim. Ele é meu 2.



***

Dos últimos meses, pouco ficou em mim. Guardei apenas o necessário pra alimentar minha justificativa de defesa e a necessidade de continuar com o escudo. Proteção. A tempestade parece ter passado... e a calmaria anda se instalando. Ando meio fria ao que vem da boca alheia, às palavras que machucam, a tudo que não é sincero. Ter consciência limpa e a certeza de que fiz tudo que pude sempre, lava minha alma. Saber que sinceridade sempre foi minha delícia e dor. Não esqueço de uma frase do Caçador de Pipas, quando diz que o mal do sincero é achar que todo mundo também é sincero. Feliz comigo, com minhas conquistas, crescimento pessoal. Um aprendizado a cada dia, a cada desafio, não só nas obrigações.. mas também desafio de lidar com pessoas difíceis. Paciência é uma pedra bruta em mim. Apesar dos pesares, nada tira o brilho da descoberta. Noas experiências.. conhecer gente nova, outros lugares, outro meio. Mundos distintos, cabeças diferentes.

Isso é mágico.

eu, você e todos os encontros casuais
os as e os hão de ser e todos os casais tambem

olha...achoq eu ate quem achou que não ia

esse ia se espantar de ver que o ódio e o amor

ôoo. e até eu vou, pra ver o que vai dar.

amassa ôô a moça êae até eu sei pra sempre, sempre, sempre.

Tudo passa... Tudo passa...

(Tudo passa - Marcelo Camelo)

Contando as horas, minutos, segundos e milésimos de segundo pro Show de camelão. Contando com participação especial do encontro de blogueiros:
Daniel Abreu, Layz Costa e Vanessa.



agosto 25, 2008

"Parte de mim sempre fica na angústia e na insatisfação
Acho que é meu lado poeta"
(Myriam Fraga)

agosto 08, 2008

7 Vezes


23:59
Apenas um minuto para ouvir o novo cd do Rappa. 5 anos após o "Silêncio". 7 vezes. Disponível apenas a partir das 00:00 do dia 7 de agosto... ou seja, hoje. (era dia 6 quando escrevi) =] \o/
http://sonora.terra.com.br/templates/album.aspx?idAlbum=45555


Sete vezes escrevi seu nome
Assim bem grande
Sete vezes escrevi
Será que é fato necessario, diz que é
Insistir e repetir que é
Todas as portas abrir
Sera que eh fato necessario, diz que é
insistir e repetir todas as portas vao se abrir
Todas as portas vão se abrir.
(sete vezes)
Me disseram uma vez que 7 era um número especial. O indivíduo me apresentou milhares de argumentos: 7 são os pecados capitais, 7 são as artes, 7 são as cores do arco-íris, 7 é o número de dias da semana, 7 são as maravilhas do mundo antigo... Diz-se que, quando fazemos diabruras ou desatinos, estamos a Pintar o Sete. Sete são as virtudes... Sete são os dons do Espírito Santo.
E Sete foram os motivos pra que eu me encantasse com ele. Como foram 7 os que me afastaram. Um dia eu posto isso aqui. ;)
Beijão!

julho 30, 2008

Ele

Fitaram-se por alguns instantes. Dançaram na rua como dois bailarinos piegas. Sentiu a pressão das mãos dela em suas costas e entendeu o que quis dizer com aquilo. Dividiram alguns toques mais fortes e num instante parecia não haver mais som ao redor. A coreografia seguia o compasso do som da respiração de ambos. A dança virou quase um abraço.

Encantou-se por aquele olhar. Soube conversar com seus olhos. Sim, conversaram. Sem palavras, sem gestos. Apenas olhares. Pôde ver tanta coisa por trás daqueles olhos. "Olhos que se entregam... ilegais."

Mas ela não é a menina dos seus olhos.

julho 28, 2008

Ela

"Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar
Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar"
(inverno - adriana calcanhoto)
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Fitaram-se por alguns instantes. Dançaram na rua como dois bailarinos piegas. Descalça e na ponta do pé, ela sentia seu calor, as mãos afagando sua cintura, braços envolvidos trançando-se. A dança virou quase um abraço e suas mãos faziam movimentos involuntários, apertando e o puxando para si.
Apaixonou-se por aquele olhar. Soube conversar com seus olhos.
Sim, conversaram. Sem palavras, sem gestos. Apenas olhares.
Pôde ver tanta coisa atrás daquela pupila viva.
Pupila... do latim, "menina dos olhos".
Sim, ele é o menino dos seus olhos.
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"me apaixonei por um olhar... por um gesto de ternura
mesmo sem palavra alguma pra falar
meu amor a vida passa num instante e um instante é muito pouco pra sonhar"
(oswaldo montenegro)

julho 23, 2008

Liesel Meminger

"... Ela era a roubadora de livros que não tinha palavras. Mas, acredite, as palavras estavam a caminho e, quando chegassem, Liesel as seguraria nas mãos feito nuvens, e as torceria feito chuva. (...) "
(A menina que roubava livros)

Rudy Steiner

"Ele mexe comigo, esse garoto. Sempre. É sua única desvantagem. Ele pisoteia meu coração. Ele me faz chorar."
(A menina que roubava livros)

julho 21, 2008

...

Fiz aquele anuncio e ninguem viu Pus em quase todo lugar a foto mais bonita que eu fiz,você olhando pra mim Alto aqui do sétimo andar longe, eu via você e a luz desperdiçada de manhã num copo de café Deus sabe o que quis foi te proteger do perigo maior que é você E eu sei que parece o que não se diz o seu caso é o tempo passar Quem fala é o doutor P arece que foi ontem, eu fiz aquele chá de habu pra te curar da tosse do chulé, pra te botar de pé E foi dificil ter que te levaràquele lugar. Como é que hoje se diz? Você não quis ficar Os poucos que viram você aqui me disseram que mal você nao fazE se eu numa esquina qualquer te vir será que voce vai fugir? Se você for, eu vou correr!Se for eu vou.
(los hemanos)


Só aquele olhar me deixou saudade.
Mais nada.

julho 20, 2008

'O meu amor é seu amor, também é o meu amor, é seu, é nosso'

Martha Medeiros

Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona para festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra?
Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.
Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos. Verdade verdadeira.
Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contraído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.
Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.
Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.
Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.
Um amigo não dá carona apenas para festa. Te leva para o mundo dele, e topa conhecer o teu.
Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillón.
Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.
Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura um confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.
Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém!
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Que eu possa sempre dispor de momentos como ontem...
Vinho. Amigos. Violões. E um coro bem desafinado a acordar a vizinhança madrugada a dentro.
Apesar de achar essas datas comemorativas meras estratégias do comércio...
Feliz dia do Amigo!

julho 12, 2008

Meu nando...

Um Simples Abraço
Composição: Nando Reis


Sou uma colhere o seu prato está virado, você não vai comer ?Sou lá fora o frioseu casacoestá guardadovocê não vai passar em casa ?Sou uma avenidae o seu carroestá paradovocê não vai sair ?Sou um temporale os seus lábiosestão fechadosmas se você sorrir eles se abrem.O que você precisa ?se você precisar.Uma margarida comumum beijo ou um simples abraçoque é pra você lembrar de mim.

junho 30, 2008

Toda rotina tem sua beleza..

Texto: Propaganda da Natura
=D

A idéia é a rotina do papel.





O céu é a rotina do edifício.





O inicio é a rotina do final.


A escolha é a rotina do gosto.



A rotina do espelho é o oposto.

A rotina do perfume é a lembrança.


O pé é a rotina da dança.

A rotina da garganta é o rock.

A rotina da mão é o toque.



Julieta é a rotina do queijo.




A rotina da boca é o desejo.

















.O vento é a rotina do assobio.


A rotina da pele é o arrepio.



A rotina do caminho é a direção.





A rotina do destino é a certeza.
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Toda rotina tem sua beleza.

Vai saber...

Tati Bernardi (adaptado)

É estranho como sinto saudades quando você vai buscar água. Aqueles segundos que separam o resto das suas canelas se perdendo no corredor com o pulo que você dá na cama.Aí você volta cheio de pressa em se livrar de mim e eu penso que tudo bem. Você tem pressa até de se livrar de você mesmo. O problema não deve ser eu. E eu nem te amo mesmo. Só fui te visitar porque tenho preguiça de transar com qualquer um e se fico mais de 3 semanas sem sexo começo a arrumar confusão no trânsito.

Respiro aliviada e sugo o máximo de você, pra ter a certeza absoluta de que não é você. Não sonhei com você. Não quero passar minha vida ao lado da pessoa mais estranha do mundo. Imagina só ficar grávida de um homem que tem pavor de mulher com enjôo? Imagina só ficar velha ao lado de um homem que tem pavor davida óbvia, cotidiana e imperfeita? Eu viveria infeliz.

Não é você. E lá vem você me perguntar porque é que estão todos casando, e falar pela trigésima vez que você vai acabar sozinho e não deve nada a ninguém. E lá vem você me olhar apaixonado e, no segundo seguinte, frio. E me falar para eu não sofrer e para eu ir embora e para eu não esperar nada e para eu não desistir de você. E eu me digo que não é você. Porque, se fosse, meu sono seria paz e não vontade de morrer.

Me despeço, já sem aquela dor aterrorizante, das partes de você que mais amo. Ainda que eu nem te ame mesmo. E me despeço das partes da sua casa que eu mais amo. Ainda que nada disso seja amor.

Preciso me aliviar. Mas dou até risada porque acabaram os caminhos. O mundo não suporta mais esse meu não amor por você. E escrever, que sempre foi a única coisa que adiantava para os dias passarem menos absurdos, já se tornou algo ridículo. Escrever sobre você de novo? De novo? Tenho até vergonha. Nem eu suporto mais gostar de você. E olha que nem gosto.

É como se o mundo inteiro, os ventos, as ondas do mar, os terremotos, as criancinhas peladinhas brincando de construir castelinhos na areia, os carros correndo nas estradas, os cachorrinhos meditando nas gramas de todos os parques do mundo, a chuva, os cartazes de filmes, o passarinho que canta todo dia de manhã na minha janela, a torta de palmito na geladeira, a minha vizinha louca que briga com o gato na falta de um marido, um cara qualquer que eu dormi (e todos eles parecem qualquer quando não são você). É como se o mundo inteiro me dissesse: “hei Tati, ninguém agüenta mais esse assunto! Chega!”

E no meio da noite, quando eu decido que estou ótima afinal de contas tenho uma vida incrível e nem amava mesmo você, eu me lembro de umas coisas de mil anos e começo a amar você de um jeito que, infelizmente, não se parece em nada com pouco amor e não se parece em nada com algo prestes a acabar.

Lembro de você me dando mostarda de café da manhã na primeira vez que dormi na sua casa, de você com os olhos disfarçando uma lágrima porque a minha cachorra buscou a bolinha e era só uma desculpa para eu fechar a porta antes dela voltar. Lembro de você querendo fugir de um museu na Itália porque tantos dias longe de casa te deram uma espécie de bobeira e você achava que estava sufocando. Lembro da sua jaqueta com um sol nas costas e do seu cabelo , do cheiro que você tem bem no centro da nuca, do gosto amargo de menino que tem pressa de tomar banho que você tem bem no fundo da orelha. Lembro de você olhando a bunda da minha amiga e logo depois me dando um abraço forte e dizendo “cadê mesmo aquela revista que tem um texto lindo seu?”. E lembro da primeira vez que eu te vi e te achei meio feio, vesgo, estranho. Até que você me suspendeu no ar por razão nenhuma eu tive certeza que meu filho nasceria um pouco feio, vesgo e estranho.

E então, no meio da noite, enquanto eu penso tudo isso, eu pergunto ao mundo todo que não agüenta mais esse assunto. Ao mar, às criancinhas peladas, aos cartazes de filmes, ao passarinho, à vizinha, aos cachorrinhos em meditação, à torta, aos carros, à qualquer um...eu pergunto: por que é que vocês todos estão tão cinza? Por que é que vocês não me ajudam? Por que é que todos vocês também ficam tão tristes quando ele vai embora? Por que é que todos vocês também morrem quando ele vai embora? Por que é que todos vocês também amam ele?

junho 23, 2008

.A maior saudade.


Acordei mal humorada como de costume e logo me coloquei a arrumar a bagunça que estava meu quarto. Em meio a arrumação tentei lembrar do que sonhei. A cada tentativa de recordar o sonho, apertei cada vez mais a mente. A lembrança não vinha, a cabeça virou uma confusão. Essa sensação de esquecer algo é péssima. Daí ao tirar os cacarecos da prateleira, olhei o porta-retrato de relance e enfim.. Lembrei. Foi com ela que sonhei, mesmo sem saber ao certo como foi o sonho. E foi inevitável não sentir um grande aperto de saudade no peito. A minha avó: D. Elisabete. O ser mais doce que conheci. Uma mulher forte, guerreira. Aprendeu a ler escondido do pai. A ignorância do mesmo afirmava que mulher só queria aprender a ler pra escrever carta pra namorado. Casou tarde, aos 29 anos, com um homem que nunca viu, muito menos amou. Com ele teve 3 filhos e 3 netos. Sabe a leoa quando protege sua cria? Assim ela o fazia, até mesmo comigo.
Sacudiu a enfermeira durante o parto de minha mãe. Chorou ao me carregar pela primeira vez e em minha primeira eucaristia. Criticou meus brincos grandes. Escutou todos os meus planos.
Dizem que tudo na casa da avó tem mais graça. Assim era com a minha. Somente os biscoitos de sua casa eram gostosos. E os bolinhos de chuva? Nunca provei igual ao dela.
“Bruxinha” ... era assim que me chamava. Violetas eram as suas flores prediletas. Aos domingos íamos juntas à missa bem cedo. À tarde de domingo era compromisso marcado: levar o jornal da tv e ler o resumo das novelas, comentar sobre os personagens, pedir para que ela me fizesse cafuné, comer bolo, dar um beijo e ir pra casa. Não havia nada mais divertido do que sentar em seu colo e tentar cheirar o pescoço..ashuasuhsahuuisa... Ela sentia cócegas e tentava se esquivar. E por incrível que pareça, foi numa dessas tardes de domingo que ela partiu. Foi sutil em sua despedida. Repetiu todo o ritual que cumpríamos em nossas tardes de domingo, levou-me até a porta de casa, deu um beijo em meu rosto e esperou que eu desse as costas. Morávamos na mesma rua, assim que cheguei em casa o telefone tocou... Meu avô avisando que ela não estava passando bem. Tudo aconteceu muito rápido, questão de minutos. Saímos desesperados até lá, e quando cheguei.. Ela estava sentada no jardim, adormecida, já morta. O aneorisma que sempre tememos, enfim rompeu. Sei que foi a pessoa que mais confiou em mim. E foi a pessoa que mais confiei. Foi minha amiga. Foi minha “vó”. Não pôde chorar quando fiquei mocinha. Não foi aos meus 15 anos. Não pude ter seu colo quando mais precisei. Viajou e quando peço por carinho, sempre visita meus sonhos; neles tenho o melhor abraço de todos, o mais completo e denso.

junho 08, 2008

Sábado.

Não poderiar deixar de dividir com vocês uma idéia que surgiu em um dos posts anteriores, sobre cada um fazer sua parte, contribuir de alguma forma ajudando as pessoas. Eu e alguns amigos, inclusive Vanessa, do blog Essência no Ar visitamos o Orfanato Minha Vó Flor.
Há tempos eu não sabia o que era sorrir de verdade, com sinceridade.
Eles não têm a cama confortável, os tênis de marca, roupas da moda, tampouco mp4, computador ou celular que tire foto. Mas aqueles olhinhos cheios de vida, curiosidade exacerbada, alegria e dor ao mesmo tempo... Tão carentes de atenção, de afeto, abraço, contato, pele. Olhares eufóricos, vibrantes, alheios do mundo. Mais uma experiência, mais um laboratório da vida. Só posso agradecer a todos que agarraram a causa e mergulharam comigo em mais esse desafio, de coração aberto. Aí estão as fotos das crianças e a Galera Flower.

Dharma e um dos pequenos.


Dharma, Amigo Ed meu futuro pretendente, Eu e outra pequena.




Karen sendo atacada.. =]




Kah e Eu novamente...



Vanessa ao fundo...


Disse que o mago que faz o tempo parar só não consegue manter eles parados. Bruno fotografando...

junho 05, 2008

E hoje em dia, como é que se diz "Eu te amo"?
(Famos fazer um filme - Legião Urbana)

maio 30, 2008

Tudo que vai... Volta!

"A vida é um boomerang."
(Karen Monteiro, em um breve momento de reflexão =D)

* * *
Boomerang Blues
Renato Russo


Tudo o que você faz, um dia volta pra você
Tudo o que você faz um dia volta pra você
E se você fizer o mal, com o mal mais tarde você vai ter de viver
Não me entregue o seu ódio, sua crise existencial
Preliminares não me atingem o que interessa é o final
E não me venha com problemas, sinta sozinho o seu mal
Por que tentar sentir demais?E você só me usou
Eu tentava ajudar e você só me queimou
Mas é errando que se aprende, minha boa vontade se esgotou
Os aborígines na Austrália com o boomerang vão caçar
O boomerang vai e volta e só fica quando consegue acertar
E eu sou como um boomerang quando eu acerto é pra matar
Como um boomerang tudo vai voltar
E a ferida que você me fez é em você que vai sangrar
Eu tenho cicatrizes mas eu não me importo não
Melhor do que a sua ferida aberta e o sangue ruim do seu coração
Eu só não entendo como fui cair dentro da sua teia e não tentei fugir
Me sinto mal lembrando o que aconteceu
Mas o boomerang agora é meu.

maio 28, 2008

Eu, você e o Cristo.

"Seja do jeito que for..
eu te juro meu amor se quiser voltar
ta perdoado..
Fui a pé a Salvador, de joelho ao Redentor
Pra ver nosso amor abençoado."



Incrível como ele consegue me deixar derretida a 1800km de distância. Esse malandro carioca me persegue até mesmo quando não quer. E quem disse que eu me incomodo? Eu tô é gostando viu... Tão bom conseguir manter a mesma euforia, o mesmo frio na barriga, o mesmo arrepio ao falar com ele. Sinal de que o que existiu ainda não acabou, ou nem está perto de acabar. Seguindo os conselhos de uma amiga... Seja eterna a todos que passarem por sua vida, mas deixe que um seja eterno a você. Saudade.





maio 16, 2008

Eu quero o mundo.
Quero olhar ao meu redor e ver o novo. Quero sentir o cheiro de viver. Quero provar o gosto da felicidade. Quero ouvir suas risadas mais gostosas. Quero tocar o abstrato. Quero exibir meu sexto sentido.

maio 12, 2008

maio 11, 2008

Essa noite eu vi o elo é que liga uma mãe e um filho passando ao meu lado. Essa noite eu inverti os papéis. Essa noite acolhi uma criança grande depois de um pesadelo. Essa noite acariciei seu rosto. Essa noite eu rezei pra que o pesadelo passasse e que ela tivesse bons sonhos. Essa noite quase fiz xixi na cama. Essa noite eu me senti mãe e fui filha.

Pinguins...

- Sabia que quando um pinguim encontra seu par, eles ficam juntos pro resto da vida?
- Quer ser meu pinguim?


Éramos dois pinguins. Certa vez nos perdemos... não tinhamos contato visual, nem físico... mas eu sabia que o tinha de alguma forma. E ele também sabia que sempre estaria em mim. Ele aprendeu a caminhar com suas próprias patas. Antes as minhas, de alguma forma, serviam de apoio durante a caminhada. Viviamos "seguindo estrelas", se é que me entende. Os meus passos guiavam os dele. Hoje eu sei que as marcas dos passos certamente não mais se encontrarão. E toda vez que essa certeza me visitar, irei lembrar dos dias em que eu fui sua pinguim. Quando olho pra trás vejo as marcas que deixamos na neve. O vento soprou, outras patas ali pisaram, mas não foram capazes de desmanchar. A estrada é longa... 'e outra vez eu vou embora, sem saber o que falar'.

abril 15, 2008

Espero que ela não se importe, mas não resisti. Achei lindo demais. Te amo amega Lu.

Beije-a antes que ela morra
Amanhã ela será a mesma
Mas vc será outra pessoa
Beije-a
Sugue sua língua
E deixe que o tempo cumpra sua sentença
A saliva tem o melhor gosto que ja senti

Seu suor cheira a liberdade
Beije sua nuca, lamba seu pescoço
Estamos flutuando em seu tapete de veludo

Nossos corpos estão la embaixo, nos assistindo
Perplexos, chocados
Eles talvez nem se conheçam
O sol lentamente se aproxima de nós,
a caravana vem do leste

Em breve seremos cinzana atmosfera, nos nossos proprios pulmões que la embaixo respiram respiram, inspiram, respiram a manhã que se instaura
Eles nos olham curiosos,nunca saberão de toda a história
Corpos, corpos, carne...
A voluptuosa mulher só nós conhecemos.

Luciana Mutti

abril 08, 2008

Ele estava lá e Ana também. Não, não Ana. Não acredite em suas palavras. Nessa sinceridade disfarçada. Sr. W será sempre essa incógnita. É veneno, sem soro anti-ofídico.
Naraiana Costa


Lamentei já que da morte fui da faca ao pote mas me levantei.
Entendi as linhas tortas, destranquei as portas.
Todo mal me fez bem.
(o círculo)



Deus me dê serenidade...
pra aceitar
o que não posso mudar!

março 20, 2008


"Uma mulher, uma beleza, que me aconteceu.
Me falou que o mal é bom e o bem cruel
Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento a cor

Ela me conta sem certeza tudo que viveu
Que gostava de política em 1966 e hoje dança no frenético dancing days(...)
Com alguns homens foi feliz, com outros foi mulher.
Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor.
E espalhado muito prazer e muita dor.
Mas ela ao mesmo tempo diz, que tudo vai mudar.
Porque ela vai ser o que quis, inventando um lugar. Onde a gente e a natureza feliz, vivam sempre em comunhão. E a tigresa possa mais do que o leão.
As garras da felina me marcaram o coração, mas as besteiras de menina que ela disse não."


(Caetano Veloso)

março 18, 2008



"primeiro as cores.

Depois os humanos.

Em geral é assim que vejo as coisas. Ou, pelo menos, é o que tento. "

UMA PEQUENA TEORIA

As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim, mas, para mim, está muito claro que o dia se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que apssa. Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes. Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas. No meu rumo de atividades, faço questão de notá-las.

Ela mesma

As cores

E a Roubadora de livros.

(Trechos de A Menina que roubava livros)

março 16, 2008


Sr. W é apenas mais um do formigueiro humano. Aquele cara engraçado, que sabe conversar e manter o social sempre em alta. Aliás, conversar realmente é seu forte, principalmente quando se trata da vida alheia. Vive rodeado por quem duvida da sua lealdade e seus princípios sobre amizade. E ele? Ah... sempre tem um comentário vulgar e crítico pra qualquer um que passe em sua frente. Alguns chegam a questionar sua sexualidade, diante de seus comentários um tanto quanto femininos e sua obscessão por algumas amizades masculinas.

Depois de altos e baixos e pedidos de desculpas a alguns conhecidos, por meio de cartas, nas quais assumia seus erros e prometia uma postura diferente a partir daquele momento, talvez o Sr. W não tenha suportado manter a promessa pelo peso de um possível amor platônico e suas dores ou o seu caráter volúvel... sucumbiu mais uma vez aos venenos da palavra. Rico homem em astúcia e inteligência..Pobre homem em dignidade. Mesquinho e vil. Para a sua hipocrisia Sr. W, eu deixo o meu silêncio.

Naraiana Costa


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- Deus me dê serenidade pra aceitar o que não posso mudar.