Fitaram-se por alguns instantes. Dançaram na rua como dois bailarinos piegas. Sentiu a pressão das mãos dela em suas costas e entendeu o que quis dizer com aquilo. Dividiram alguns toques mais fortes e num instante parecia não haver mais som ao redor. A coreografia seguia o compasso do som da respiração de ambos. A dança virou quase um abraço.
Encantou-se por aquele olhar. Soube conversar com seus olhos. Sim, conversaram. Sem palavras, sem gestos. Apenas olhares. Pôde ver tanta coisa por trás daqueles olhos. "Olhos que se entregam... ilegais."
Mas ela não é a menina dos seus olhos.