Me absorva mais.
(mombojó)
maio 30, 2010
maio 01, 2010
Tudo passa.
- Nosso Senhor mandou Bom Dia!
- Bom diiiiiiia!
Era assim que Vevé cumprimentava os alunos ao entrar nas salas. Vevé era/é Coordenadora do São José, colégio de freira onde estudei e vivi os melhores anos de minha vida.
E continuava...
- Repitam comigo:
"Que nada me pertube, que nada me espante
Tudo passa. A paciência tudo alcança
Quem a Deus tem, nada lhe falta
Só Deus basta."
- Bom diiiiiiia!
Era assim que Vevé cumprimentava os alunos ao entrar nas salas. Vevé era/é Coordenadora do São José, colégio de freira onde estudei e vivi os melhores anos de minha vida.
E continuava...
- Repitam comigo:
"Que nada me pertube, que nada me espante
Tudo passa. A paciência tudo alcança
Quem a Deus tem, nada lhe falta
Só Deus basta."
abril 25, 2010
25 de Abril
Na minha Primeira Comunhão, minha vó não pôde ir. Pela dificuldade de acesso e de locomoção ela preferiu ficar em casa. Se não me engano, foi num sábado. No domingo, acordei ansiosa, ora... Minha primeira missa comungando. Era o máximo pra mim, de família essencialmente católica e avós religiosas. Então, acordei cedo, escolhi uma blusa verde de tricô e gola, mas não me recordo da saia. E lá fui eu, toda com jeito de mocinha comportada. Que nervoso, chegou a hora de comungar: “e se eu errar a posição das mãos?” , então... Peguei a hóstia, fui sentar. Voltando para o banco, encontrei minha vó. Ela estava com os olhos cheios de lágrima, me abraçou e disse: “Senti agora a mesma emoção, a mesma felicidade de quando você nasceu”. E deve ter sentido mesmo... minha mãe sempre me conta, que ela só faltou bater nas enfermeiras pra saber como eu estava, após o parto. Desmancho toda vez que lembro disso. Aliás, me desmancho por dentro toda vez que lembro dela, da sua proteção comigo, dos ciúmes, da paciência pra escutar as histórias. Lembro do cheiro, do jeito de me chamar; “minha bruxinha”, do bolinho de chuva, dos vestidos discretos com flores...
Talvez não consiga mensurar o tamanho da perda. Não pude chorar o quanto quis, nem sofrer a dor de forma espontânea. Alguém tem que ficar forte. Se todo mundo brincar carnaval, quem toca na festa? Tive que ser forte, pra dar força à pessoa mais importante naquela história toda: minha mãe. Creio que sentimos a dor na mesma intensidade. Cresci com o exemplo vivo que deve-se cuidar dos pais até o último minuto. Apesar das brigas, das diferenças e dos pesares. Minha mãe e eu não somos nenhum modelo de mãe e filha, não somos melhores amigas, tampouco moderninhas. Nossa relação sempre foi intensa em todos os sentidos. Entre tapas (dela pra mim claro, haha) , beijos e mordidas (ela sabe do que to falando). Tenho certeza que existe um amor absoluto e incondicional entre nós. Não sou a melhor filha do mundo, posso ter sido um erro ou um acaso. Errei muito sim, e se quer saber não me arrependo. É assim que se constrói um ser humano. É errando que construímos nosso caráter. E se consciência conta algo, a minha está limpa. Minha personalidade foi construída em cima dos exemplos, dos princípios e valores que meus pais me ensinaram. Acho que foi Einstein que disse: “a mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original”. E é exatamente assim que vejo minha relação com o mundo. Tenho sede de viver, sentir tanta coisa. Há um choque de gerações entre nós. Em um trecho de O Príncipe das Marés, o personagem principal faz uma análise sobre relação de pai e filho e chega a uma conclusão: “os pais fodem com a vida dos filhos”. Entendi o que ele quis dizer... Deixou bem claro que o amor é maior que tudo e todos sim, mas que não adianta querer moldar a vida de seus filhos. Deixem que eles pensem por si só. Ninguém pediu pra nascer.
Nessa disputa de poderes o desgaste é tão grande. E o engraçado é que não existe verdade nessa história. Existem versões. Se você escutar minha mãe vai ter uma versão. Se me escutar vai ter outra. Todas estão certas? Estão. Depende do ângulo que você analisa. É como num relacionamento, deve haver um jogo de concessões. Vale a pena brigar por tal motivo? Pesar os prós e contras.
Sinceramente, tenho o maior medo de ser mãe. Esse ciclo de desentendimento sempre vai existir. Os pais não conseguem administrar a perda do poder, de dar ordens, mandar. Não diria nem perda, mas é que esse poder é enfraquecido pela autonomia das escolhas do filhote. Deve ser difícil absorver a idéia de que aquele serzinho que saiu da sua barriga terá atitudes que vão contra seus princípios.
Não existe manual pra viver, gente. Muito menos regras para alcançar a felicidade. Os vizinhos não pagam as minhas contas, minha família não paga minha faculdade, e o cara que pode vir a me dar um emprego não vai fazer uma entrevista com Nara usando biquíni, ninguém vai ver minha tatuagem. Namorar não é só uma questão de escolha, mas sim de envolvimento, sintonia e disposição. Não vou sorrir pra quem não gosto. Respeitar as oscilações de humor e/ou o mal humor de fato, não custa nada.
Hoje é aniversário de minha mãe, e ela não está falando comigo por causa da tatuagem que fiz. Não é um pedido de desculpas. É só um desabafo. Deixo bem claro, que eu a admiro muito como mulher, determinada, inteligente, tudo que se mete a fazer faz bem feito. Como pessoa, nunca vi ninguém pra ajudar tanto os outros. Quase uma Irmã Dulce, cuidou de todos os velhinhos da rua, recolhe cachorro, gato, piriquito, papagaio.
Tem um coração de ouro. Acima de tudo, como filha que foi: dedicada, carinhosa, abdicando da vida profissional pra cuidar dos pais.
E como mãe... contribuiu para o que sou hoje. Apesar dela não achar isso. Meus sonhos são do tamanho do futuro. E o que eu construir é por e para eles. Pra oferecer tudo o que abdicaram a vida toda pra me proporcionar. Clichê demais, mas para pai e mãe só se pode dizer isso: amo vocês.
abril 21, 2010
Feito pra mim, bom pra você. Deixa mudar e confundir! - I
Cheir Antonie,
Je suis vraiment desolé mais je ne peux pas partir avec toi.
Du 20 au 24 je dois travailler, j'ai 4 jour, 4 jour de congé.
Je vais à la campagne. Je voyage en train
pour les montagnes, c'est un drôle de chemin!
Je vais à la plage avec des amis. Je vais faire du sport,et apres
je vais faire du ski!"
- Feito pra mim, bom pra você. Deixa mudar e confundir!
- Deixa de lado o que se diz. Tem no mercado, é só pedir!...
- Me faz chorar... e é feito pra rir.
Rodrigo Amarante
Cheir Antoine entrou em cena. É impossível não notar sua presença. Tem um jeito natural ao lidar com a platéia, consegue transitar todo o espaço sem sair do lugar, capta as expectativas de quem o assiste. Parece observar cada rosto, cada olhar. Pelo menos é assim que Amelie o vê. Amelie é seu par na peça. Estrearam há pouco tempo, apresentam-se às terças-feiras. Dizem as más línguas que mudaram o roteiro e que a idéia inicial não era formar par romântico. Acredito que a sintonia prevaleceu e arricar foi válido. Ela o admira, mas consegue disfarçar. Ele percebe, mas finge não saber. Disputam atenção entre si. Mas é na coxia que as máscaras caem. Pierrot e Colombina deixam de ser apenas movimentos e expressões em cima de um tablado.
Je suis vraiment desolé mais je ne peux pas partir avec toi.
Du 20 au 24 je dois travailler, j'ai 4 jour, 4 jour de congé.
Je vais à la campagne. Je voyage en train
pour les montagnes, c'est un drôle de chemin!
Je vais à la plage avec des amis. Je vais faire du sport,et apres
je vais faire du ski!"
- Feito pra mim, bom pra você. Deixa mudar e confundir!
- Deixa de lado o que se diz. Tem no mercado, é só pedir!...
- Me faz chorar... e é feito pra rir.
Rodrigo Amarante
Cheir Antoine entrou em cena. É impossível não notar sua presença. Tem um jeito natural ao lidar com a platéia, consegue transitar todo o espaço sem sair do lugar, capta as expectativas de quem o assiste. Parece observar cada rosto, cada olhar. Pelo menos é assim que Amelie o vê. Amelie é seu par na peça. Estrearam há pouco tempo, apresentam-se às terças-feiras. Dizem as más línguas que mudaram o roteiro e que a idéia inicial não era formar par romântico. Acredito que a sintonia prevaleceu e arricar foi válido. Ela o admira, mas consegue disfarçar. Ele percebe, mas finge não saber. Disputam atenção entre si. Mas é na coxia que as máscaras caem. Pierrot e Colombina deixam de ser apenas movimentos e expressões em cima de um tablado.
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