Remar. Re-amar. Amar. Porque se não houver amor, se não colocar amor no que faz, pra mim, não faz sentido. Não usa perfume, mas meu cheiro procura pelo seu cheiro. Tem uma voz macia que canta até quando não está cantando. Perdi a conta dos vários tipos de sorriso... tem um baixinho, engraçado, é o que mais gosto, que é quando conto algo. Esse sorriso tem umas três sílabas geralmente e fica entre meus comentários, ou todas as vezes que conto casos. Outro é bem largo, aberto. Tipo o meu que mostra a gengiva. E a gargalhada é inconfundível, conheço de longe, identifico nos podcasts. Digo que não, mas gosto quando me olha fixamente. Aqui dentro maquino mil e uma possibilidades sobre o motivo do olhar. Acho suas orelhas pequenas, mas são perfeitos passeios para minha língua percorrer, caminhar.
Olha, não tenho métrica nem feeling pra escrever, não sou cult, às vezes sou careta, ciumenta, grudenta, gosto do seu sexo, dos seus valores. Só quero cuidar do meu neguinho polêmico.
"Mas eu não quero ter vergonha de nada que eu seja capaz de sentir. Sentir não é brega. Ao contrário: não existe nada mais chique. Não importa quanto vai durar - é infinito agora."
- Caio Fernando de Abreu