setembro 27, 2008

Tudo passa...

Digitar aqui nunca foi tão importante o quanto agora...uando o tempo um item de altíssima disputa na minha lista. A gente sempre acaba encontrando algo pra aliviar e tentar estancar as tensões. E aqui eu me encontrei. Em cada comentário algo nas entrelinhas... Cada palavra ferve e pesa tanto. Talvez não suportasse carregar sozinha o peso da pronuncia.

Era apenas mais um final de semana normal... Um sábado comum, mais uma vez no MAM (museu de arte moderna), 'assistindo' ao jazz com meia duzia de conhecidos e amigos... Até que os meus olhos encontraram o olhar mais doce daquele recinto. Já ouvi falar, que os olhos são a janela da alma... e é a mais absoluta verdade. Quem tem o poder de identificar um olhar, não precisa que eu fale mais nada... O olho fala. O corpo interpreta. Ela faz parte de todos os corações peculiares que me conquistaram, que cativaram um lugar particular aqui dentro. Ana Manuela Baqueiro. Bastaram poucos minutos de conversa, pra que eu pudesse ver que aqueles mesmos olhos que me convocaram pra um diálogo gostoso, transbordava. Daí lembrei de uma frase de um poeta inglês que diz assim... "Sê como a fonte que transborda e não como o tanque que tem a mesma quantidade de água sempre". O que saiu e brilhou sua pupila, e consequentemente a minha também, é o que não cabe mais em você minha nói. Sentimento... mas é em demasia. Tanto tamanho não é o bastante pra tamanha doçura. Ela é meu S.

Um domingo incomum. Parada Gay. E eu sabia que ele estaria lá, trabalhando. E lá vou eu com meia duzia de amigos, parada gay é diversão garantida. A unica coisa que me distraia, era a incessante procura por Daniel Abreu. Todo homenzinho fardado que passava olhava... Tava virando quase uma tarada por militares. Até que ele passou, todo lindo, fardadinho, sério, com cara de mau. Foi impulsivo, mas corri e cutuquei a barriga saliente de meu Dandan, segurou minha mão e trocou algumas palavras. Tão rápido, mas o suficiente pra ficar orgulhosa do meu amigo. Do seu amor incondicional ao que faz, do seu caráter, preocupação comigo. Repeti trocentas vezes "ôo eu vi dan..". Seu tamanho não comporta tamanha doçura. Por isso ele despeja tudo em mim. Ele é meu 2.



***

Dos últimos meses, pouco ficou em mim. Guardei apenas o necessário pra alimentar minha justificativa de defesa e a necessidade de continuar com o escudo. Proteção. A tempestade parece ter passado... e a calmaria anda se instalando. Ando meio fria ao que vem da boca alheia, às palavras que machucam, a tudo que não é sincero. Ter consciência limpa e a certeza de que fiz tudo que pude sempre, lava minha alma. Saber que sinceridade sempre foi minha delícia e dor. Não esqueço de uma frase do Caçador de Pipas, quando diz que o mal do sincero é achar que todo mundo também é sincero. Feliz comigo, com minhas conquistas, crescimento pessoal. Um aprendizado a cada dia, a cada desafio, não só nas obrigações.. mas também desafio de lidar com pessoas difíceis. Paciência é uma pedra bruta em mim. Apesar dos pesares, nada tira o brilho da descoberta. Noas experiências.. conhecer gente nova, outros lugares, outro meio. Mundos distintos, cabeças diferentes.

Isso é mágico.

eu, você e todos os encontros casuais
os as e os hão de ser e todos os casais tambem

olha...achoq eu ate quem achou que não ia

esse ia se espantar de ver que o ódio e o amor

ôoo. e até eu vou, pra ver o que vai dar.

amassa ôô a moça êae até eu sei pra sempre, sempre, sempre.

Tudo passa... Tudo passa...

(Tudo passa - Marcelo Camelo)

Contando as horas, minutos, segundos e milésimos de segundo pro Show de camelão. Contando com participação especial do encontro de blogueiros:
Daniel Abreu, Layz Costa e Vanessa.



agosto 25, 2008

"Parte de mim sempre fica na angústia e na insatisfação
Acho que é meu lado poeta"
(Myriam Fraga)

agosto 08, 2008

7 Vezes


23:59
Apenas um minuto para ouvir o novo cd do Rappa. 5 anos após o "Silêncio". 7 vezes. Disponível apenas a partir das 00:00 do dia 7 de agosto... ou seja, hoje. (era dia 6 quando escrevi) =] \o/
http://sonora.terra.com.br/templates/album.aspx?idAlbum=45555


Sete vezes escrevi seu nome
Assim bem grande
Sete vezes escrevi
Será que é fato necessario, diz que é
Insistir e repetir que é
Todas as portas abrir
Sera que eh fato necessario, diz que é
insistir e repetir todas as portas vao se abrir
Todas as portas vão se abrir.
(sete vezes)
Me disseram uma vez que 7 era um número especial. O indivíduo me apresentou milhares de argumentos: 7 são os pecados capitais, 7 são as artes, 7 são as cores do arco-íris, 7 é o número de dias da semana, 7 são as maravilhas do mundo antigo... Diz-se que, quando fazemos diabruras ou desatinos, estamos a Pintar o Sete. Sete são as virtudes... Sete são os dons do Espírito Santo.
E Sete foram os motivos pra que eu me encantasse com ele. Como foram 7 os que me afastaram. Um dia eu posto isso aqui. ;)
Beijão!

julho 30, 2008

Ele

Fitaram-se por alguns instantes. Dançaram na rua como dois bailarinos piegas. Sentiu a pressão das mãos dela em suas costas e entendeu o que quis dizer com aquilo. Dividiram alguns toques mais fortes e num instante parecia não haver mais som ao redor. A coreografia seguia o compasso do som da respiração de ambos. A dança virou quase um abraço.

Encantou-se por aquele olhar. Soube conversar com seus olhos. Sim, conversaram. Sem palavras, sem gestos. Apenas olhares. Pôde ver tanta coisa por trás daqueles olhos. "Olhos que se entregam... ilegais."

Mas ela não é a menina dos seus olhos.

julho 28, 2008

Ela

"Lá mesmo esqueci que o destino
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar
Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar"
(inverno - adriana calcanhoto)
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Fitaram-se por alguns instantes. Dançaram na rua como dois bailarinos piegas. Descalça e na ponta do pé, ela sentia seu calor, as mãos afagando sua cintura, braços envolvidos trançando-se. A dança virou quase um abraço e suas mãos faziam movimentos involuntários, apertando e o puxando para si.
Apaixonou-se por aquele olhar. Soube conversar com seus olhos.
Sim, conversaram. Sem palavras, sem gestos. Apenas olhares.
Pôde ver tanta coisa atrás daquela pupila viva.
Pupila... do latim, "menina dos olhos".
Sim, ele é o menino dos seus olhos.
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"me apaixonei por um olhar... por um gesto de ternura
mesmo sem palavra alguma pra falar
meu amor a vida passa num instante e um instante é muito pouco pra sonhar"
(oswaldo montenegro)