junho 18, 2011

Neguinha

Ela é feito luz, com gotas de chocolate e cobertura caramelizada.

maio 29, 2011

Acabou chorare, ficou tudo lindo

Meninim amarelo
Me abraçou no meio da ladeira
Carnaval me curou da agonia
Mestre sala e porta bandeira
mais grudados n´avenida, num havia
ela ta de saudade nem se aguenta
te ensinei palma da mão tem um M
me ensinou a fugir da pimenta.



Talvez pelo buraquinho, invadiu-me a casa, me acordou na cama
Tomou o meu coração e sentou na minha mão (...)


Acabou chorare no meio do mundo
Respirei eu fundo, foi-se tudo pra escanteio.
-  novos baianos.

maio 22, 2011

Lázaro



Cade seus shows pra adoçar meu coração?

hahaha. em breve, em brevinho.
Te amo muito viu, nara? te amo!

Tô esperando! =*
Amo muito!

chego logo!

Diagnóstico

Ainda não me recuperei dele.



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maio 08, 2011

Pedaços de Caio

Pedaços de Caio, em minha lenta leitura de Morangos Mofados, pág. 75, nesse domingo tão nostálgico pra mim. Várias saudades juntas, dá nisso.


Eram dias parados aqueles. Por mais que se movimentasse em gestos cotidianos - acordar, comer, caminhar, dormir -, dentro dele algo permanecia imóvel. Como se seu corpo fosse apenas a moldura do desenho de um rosto apoiado sobre umas das mãos, olhos fixos na distância. Ausentou-se, diriam ao vê-lo, se o vissem. E não seria verdade. Nesses dias, estava presente como nunca, tão pleno e perto que estava dentro do que chamaria - tivesse palavras, mas não as tinha ou não queria tê-las - vaga e precisamente de: A Grande Falta. 

Era translúcida e gelada. Tivesse olhos, seriam certamente verdes, com remotas pupilas. À beira da praia certa vez encontrara um caco de garrafa tão burilado pelas ondas, areias e ventos que cintilava ao sol, pequena jóia vadia. Apertou-o entre os dedos, sentindo um frio anestésico que o impedia de perceber as gotas de sangue brotando mornas da palma da mão. Era assim A Grande Falta. Pudesse vê-lo, pudesse ver-se, veriam também o sangue, ele e os outros, acontece que tornava-se invisível nesses dias. Olhando-se ao espelho, sabia de imediato que estava dentro Dela. No vidro, além dele mesmo, localizava apenas um claro reflexo esverdeado. 

Ela estava tão dentro dele quanto ele dentro Dela. Intrincados, a ponto de um tornar-se ao mesmo tempo fundo e superfície do outro. Amenizava-se às vezes no decorrer do dia, nuvens que se dissipam, turvo de água clareando até o cair da noite surpreendê-lo nítido, passado a limpo, passado a ferro. Então sorria, dava telefonemas, cantava ou ia ao cinema. Mas em outras vezes adensava-se feito céu cada vez mais escuro, turvo agitado subindo de fundo, vidro bafejado. Sem dormir, fosforecia entre os lençóis ouvindo os ruídos da madrugada chegarem como abafados por uma grossa camada de algodão. Dissipava-se ou concentrava-se na manhã seguinte e, concentrando-se, não era uma manhã seguinte, mas apenas uma fluida e mansa continuação sem solavancos. 

Seu maior medo era o destemor que sentia. Íntegro, sem mágoas nem carências ou expectativas. Inteiro, sem memórias nem fantasias. Mesmo o não-medo sequer sentia, pois não-dar-certo era o natural das coisas serem, imodificáveis, irredutíveis a qualquer tipo de esforço. (...)

dezembro 22, 2010

tão

Tô tão só, Zézim. Tão eu-eu-comigo, porque o meu eu com a família é meio de raspão.
C.F.A.

dezembro 17, 2010

Não ser leviano com o coração dos outros.
Não aturar gente de coração leviano.
Certo, Bial.

novembro 06, 2010

Em nota

Preciso dar conta da saúde da minha alma. Olha, ta tudo bem. Um tudo bem que chegou de uma conversa tão sincera, de um abraço longo, de uma noite insana regada a Cravinho e aminésia alcóolica parcial. Mas ó, ta tudo bem mesmo. Me disseram que eu sou foda.






Sinto uma falta absurda de você. Ficou um vazio que ninguém preenche. E penso e repenso e trepenso em você aí… Tá tudo bem assim.

- Caio F. Abreu

outubro 31, 2010

Bom fim

ricardobarroz
@naramcosta Sempre foi assim bom de ser ruim!




Um fim assim largo não é nada bom no fim


Quando o fim realmente acaba não deixa

nada em mim

Sempre foi assim largo bom de ser ruim

Hoje eu não sou de nada não sei nada de mim



E se hoje por dentro se acaba, e o largo é grande

demais pra mim, eu só aceito o que é sincero

eu só acabo o que não tem fim





Ricardo Barros / 04:36 PM

Eu não te perco de vista




 

outubro 30, 2010

Fim

Foram dias doces.
Agora o Largo do Bonfim é grande demais pra mim.




Foi muito lindo tipo ver pela primeira vez e pensar, sem palavras: "eu quero".
- Caio Fernando de Abreu

outubro 25, 2010

Me orquestra, me sola

"- Tia, porque você tava chorando?
- Eu? Chorando? Não rapaz, foi impressão sua... ^^
- Tava sim. Eu vi quando a sra. chegou perto pra tirar foto. Seu nariz tava vermelho!"



A semana passada me proporcionou alguns momentos fantásticos no estágio. Essa figura da foto tem 8 anos e toca violoncelo como ninguém. Foi o único que percebeu que me emocionei com a apresentação da Orquestra Neojibá. 


outubro 23, 2010

Pouco tempo

Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes. 




Tati Bernardi, brincando de me descrever.

outubro 17, 2010

Remar

Remar. Re-amar. Amar. Porque se não houver amor, se não colocar amor no que faz, pra mim, não faz sentido. Não usa perfume, mas meu cheiro procura pelo seu cheiro. Tem uma voz macia que canta até quando não está cantando. Perdi a conta dos vários tipos de sorriso... tem um baixinho, engraçado, é o que mais gosto, que é quando conto algo. Esse sorriso tem umas três sílabas geralmente e fica entre meus comentários, ou todas as vezes que conto casos. Outro é bem largo, aberto. Tipo o meu que mostra a gengiva. E a gargalhada é inconfundível, conheço de longe, identifico nos podcasts. Digo que não, mas gosto quando me olha fixamente. Aqui dentro maquino mil e uma possibilidades sobre o motivo do olhar. Acho suas orelhas pequenas, mas são perfeitos passeios para minha língua percorrer, caminhar. 

Olha, não tenho métrica nem feeling pra escrever, não sou cult, às vezes sou careta, ciumenta, grudenta, gosto do seu sexo, dos seus valores. Só quero cuidar do meu neguinho polêmico. 



"Mas eu não quero ter vergonha de nada que eu seja capaz de sentir. Sentir não é brega. Ao contrário: não existe nada mais chique. Não importa quanto vai durar - é infinito agora."


- Caio Fernando de Abreu

setembro 21, 2010

Pra você

Foi quando você, apoiado na cadeira em frente, abriu um sorriso e me ganhou. Um sorriso calmo, distraído. Estávamos em extremos opostos, apoiei minha cabeça na janela e tentei disfarçar com alguns desvios de olhar e comentários soltos. Quem eu era ou fui, antes daquele sorriso, agora não sou mais.
Depois de muito tempo sem ninguém que provocasse o mínimo de boas sensações, arrepios, frio na barriga e borboletas no estômago, você esse menino aparece assim do nada. Eu que já lhe mirava de longas datas, que achava você e sua namoradinha de colégio um casal bonito. Eu que lembro dos seus óculos de armação vermelha e dos cabelos grandes. Eu que não sei nada de sua vida e coração. Deixei que sussurrasse a tatuagem em meu ouvido. Sua voz macia tatuou meus tímpanos, fluiu em meu corpo, esquentou minha alma.
Meu bem, você está tomando conta de mim. Não quero que acabe logo, tenho muito medo disso. Mas você é só luz e eu fico com vontade de chorar quando falo com você. A impressão que tenho é que você me limpa. Preciso ser sua pelo tempo que tiver que ser sua.
Eu não sei falar e de vez em quando arrisco escrever pra desabafar. Como quando uma ostra se fecha pra proteger sua pérola, se esquivou da minha mordida disfarça de carícia, pronta pra você.



E eu que queria ser a cadeira de recostar, acabei aqui.

agosto 29, 2010

“Eu me exponho tanto, me dôo tanto, que eu já me sinto no direito de não alimentar mais nada da minha vida pessoal. O que eu canto é muito pessoal. Eu choro, eu sangro, eu suo. Não tô preocupada com a beleza. Tô preocupada com a entrega. Então, me permito isso. Mas eu já estou mais tranqüila do que há um ano meio"

(Maria Rita Mariano)






julho 12, 2010

Existem tantas nuances em seus lábios como o leque para o teatro Nô ou  as castanholas para a dança flamenca.
(Fabrício Carpinejar)

junho 13, 2010

Fé solúvel

Vinicius; diz:

respire..
quase fundo
e diga que está bem.. é, isso,
beem
sinta algum vento no rosto.. nem que seja do ventilador
e diga sim, eu tô beem.. e sorria

naraiana, oi? diz:

ta
:*



"Me explica, que às vezes tenho medo. Deixo de ter, como agora, quando o vento cessa e o sol volta a bater nos verdes. Mesmo sem compreender, quero continuar aqui onde está constantemente amanhecendo."
(Caio Fernando de Abreu)

junho 10, 2010

Sobre os dias

Os dias estão nublados e com um ar bucólico. O barulhinho das bandeirolas verdes e amarelas quando o vento bate, tem me irritado. Sempre acho que está chovendo. Nâo tô com paciência pra comentários idiotas. Quero cortar meu cabelo e ficar com um ar moderninho. Ou na verdade, quero parecer moderninha e esconder meu lado careta. Sempre cortei o cabelo quando não conseguia cortar os vínculos e raízes com pessoas. É a maneira mais estranha de mudar que encontrei. Mudo por fora pra ver se gera alguma coisa aqui dentro. Tô me alimentando melhor durante o dia, mas voltei a tomar refrigerante e comer Mc Donalds. Sinto que ficarei gordinha e com celulites, e... pouco me importo. Tenho uma prova amanhã e não quero revisar/estudar. Sábado tenho um encontro de Empresas Juniores e nem ligo se é Dia dos Namorados. Vou escovar o cabelo, pintar as unhas de vermelho e sair a noite, afinal... eu não ligo mesmo. Porque sou solteira, feliz, de bem comigo mesma e autosuficiente. [haha, sou?]